FONTE : http://esporte.uol.com.br/pan/2007/ultnot/2007/03/30/ult4343u377.jhtm
A Seleção Brasileira de Patinação de Velocidade embarca na próxima segunda-feira para Bogotá, na Colômbia a fim de intensificar a preparação para os Jogos Pan-Americanos de 2007.
Depois de ficar um ano efetuando treinos adaptados no estacionamento do parque do Ibirapuera, em São Paulo, a viagem será uma redenção para os atletas que encontrarão um local adequado e de alto nível para se preparar para as competições.
Segundo o técnico do Brasil, o colombiano Ramiro Riveros, essa etapa no "país da patinação" será fundamental para o bom desempenho dos atletas: "Nós vamos treinar muito forte, principalmente a parte técnica, tática e as estratégias que vamos usar no Pan". Além dos treinos, os seis atletas que compõe o time permanente competirão em algumas provas internacionais em busca de ritmo e experiência.
Ao voltar para o Brasil, em junho, a equipe participará do Campeonato Brasileiro de Patinação de Velocidade a ser realizado no Rio de Janeiro. A competição definirá os dois homens e duas mulheres que defenderão o país no Pan.
Para Riveros: "O nível da equipe está muito equilibrado, todos têm chances de ir ao Pan. Quem aproveitar ao máximo esse período de treinamentos com os colombianos e estiver com o melhor nível no Campeonato Brasileiro, será convocado".
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FONTE: http://noticias.uol.com.br/uolnews/esporte/2007/03/28/ult2531u153.jhtm
28/03/2007 - 10h00 Improviso marca preparação de patinadores para o Pan
Vicente Toledo Jr. Em São Paulo
Improviso.
Não há palavra melhor para definir a preparação da seleção brasileira
de patinação de velocidade, que vai disputar o Pan do Rio de Janeiro.
"Desgraçadamente
não contamos com um cenário adequado para a prática do nosso esporte. O
único cenário adequado é lá na cidade de Sertãozinho", diz o colombiano
Ramiro Lacerna, técnico da seleção brasileira.
O único
patinódromo oficial do país fica no interior paulista, a mais de 350
quilômetros de São Paulo. Como a maioria dos atletas mora em cidades da
região metropolitana, essa distância inviabiliza o uso da pista de
Sertãozinho. Por isso, os patinadores estão há quase um ano tendo que
se virar em um estacionamento no parque do Ibirapuera.
"É o
local mais apropriado que achei para a prática deste esporte. E
estrategicamente localizado pela distância de alguns atletas, alguns
moram em Mauá, outros em São Bernardo", comentou Lacerna.
Acostumados
a dividir perigosamente o espaço com pedestres, ciclistas e carros, os
atletas já até aprenderam uma maneira de tirar proveito da precariedade
da situação.
"Eu encaro essas pessoas passando como vocês
puderam ver aí, carros atravessando no meio, como patinadores de outras
equipes nos tentando tomar a frente de um pelotão numa chegada", conta
o patinador Paulo Marques.
Mas não é apenas o movimento de
carros e pessoas que atrapalha os patinadores da seleção. Poças d'água
e ondulações no asfalto são verdadeiras armadilhas para quem atinge
velocidades superiores a 30 quilômetros por hora.
"Graças a Deus
nunca aconteceu nenhum atropelamento, nada ... grave, nada grave,
sempre no quase. Queda sempre tem, em qualquer lugar vai ter. Até no
melhor patinódromo do mundo vai ter queda", explica a atleta Talita
Arroio.
Para dificultar ainda mais, os atletas souberam há pouco
tempo que o Pan será disputado em uma pista de madeira. Como não
existem patinódromos desse tipo no país, e o do Pan ainda está em
construção, os brasileiros terão pouco tempo para se acostumarem à nova
superfície.
"Isso preocupa um pouco porque a gente se prepara
esse tempo todo e chega lá é uma pista em que a gente não se adapta",
comenta o patinador Edson Almeida.
Para tentar recuperar o tempo
perdido, a seleção viajará para a Colômbia no começo de abril. No país
vizinho, uma das principais potências mundiais da patinação de
velocidade, eles terão condições ideais de treino, com adversários de
alto nível e em ritmo de competição.
"Estar na casa deles é uma
experiência assim única, os caras são potência do mundo, falou em
patins de velocidade, falou em Colômbia. Então a gente vai estar lá
para sugá-los. Tudo o que a gente puder aprender, vai ser bem-vindo",
diz Paulo Marques.
O intercâmbio terminará dias antes do
Campeonato Brasileiro, em junho, quando serão definidos os quatro
atletas, dois homens e duas mulheres, que irão ao Rio-2007 com a
oportunidade de fazer todo esse sacrifício valer a pena.
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